Paris, 21 (AE) A direção do McDonalds na França tem reagido à publicação de alguns números relativos a sua presença no país. A multinacional compra carne de 45 mil criadores franceses, consumindo para fabricar seus "burgers" 1.200 bois por dia .
Ela adquire anualmente um total de 450 milhões de dólares de produtos agrícolas franceses. Mais de 70 toneladas de batata são consumidas, via "McDo", cultivadas por 400 produtores do norte da França. Quanto às saladas, elas são produzidas por 110 horticultores da região de Perpignan.
Quanto aos bifes de carne moída, eles são produzidos por uma única fabrica instalada em Orleans.
Como se vê, o Big Mac não poderia ser um produto mais francês. Mas nada disso poderá convencer os agricultores franceses a não atacar esse símbolo dos EUA em todo o mundo.
O segundo alvo dos agricultores franceses, principalmente os de frutas e legumes da Provence, são os grandes centros de distribuição e super mercados.
Eles exigem dos poderes públicos uma ação para que cessem certas práticas ilegais. Jerome Androdias, responsável da Federação Agrícola, confessa não mais poder controlar suas tropas.
Um comando decidiu despejar na terça-feira 15 toneladas de pêra diante da residência de um deputado socialista em Avignon. O quilo da pêra na produção só vale 1,5 franco ( menos de meio real), mas o supermercado vende essa pêra a 8 ou 9 francos o quilo.
A grande distribuição, segundo os sindicatos dos produtores, adota margens de 30% a 70% sobre seus produtos. Mesmo as campanhas promocionais dos grandes grupos têm a participação obrigatória dos produtores.
O hipermercado Auchan, um dos grandes grupos franceses, quando de sua recente campanha promocional, "100 dias Auchan"
impôs aos produtores um redução de 5% de seus preços, já excessivamente baixos.
Eles exigem que o governo corrija a relação de forças muito desigual, entre os produtores e os gigantes da grande distribuição, do contrário prometem continuar sua "guerrilha" em todo o país.

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