Curitiba - A rede de supermercados Big foi condenada a pagar uma indenização de R$ 25 mil à família de uma adolescente vítima de preconceito racial em uma das lojas do grupo, em Curitiba.
O caso ocorreu em 2003. Acompanhada pela mãe, a adolescente fazia compras no Big do bairro Portão. Quando chegaram aos caixas, cada uma delas entrou em uma fila. A filha chegou antes ao caixa, mas a funcionária do supermercado teria se negado a atendê-la. ''Ela disse à menina que o caixa estava fechado'', conta o advogado da família, Nivaldo Migliozzi.
Quando a jovem deixou o caixa, a funcionária continuou o atendimento. A mãe perguntou se sua filha não havia sido atendida por ser negra. ''A funcionária respondeu com ar de deboche: talvez'', contou o advogado.
Indignada, a família entrou com um pedido de indenização por danos morais. Esta semana foi divulgada a decisão que condenou o supermercado a pagar R$ 25 mil à família da adolescente. ''Estamos satisfeitos com a decisão porque reconhece que houve a prática descriminatória'', afirma Migliozzi. ''Mas vamos recorrer porque o valor da indenização não representa nada ao Big e não tem um caráter punitivo'', completa o advogado.
O Wal-Mart Brasil, proprietário da rede Big, também vai recorrer da decisão. ''A empresa orienta seus funcionários a respeitarem todas diversidades culturais, raciais e religiosas e não admite qualquer prática contrária a essa orientação'', diz a nota da empresa.

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