Brasília, 08 (AE) - O superávit comercial projetado pelo governo para este ano é de US$ 11 bilhões, conforme antecipou a AGÒNCIA ESTADO no último sábado. As projeções embutidas na nova versão do acordo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI) consideram exportações no valor total de US$ 56,5 bilhões, para importações de US$ 45,5 bilhões.
O chefe da missão negociadora brasileira, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, anunciou hoje também que o governo vai limitar seu programa de equalização das taxas de juros para a exportação a bens com ciclo longo de produção, especialmente bens de capital. Trata-se
portanto, de uma restrição ao programa hoje existente, que contempla também bens com ciclo curto de produção.
Bier explicou que, após a desvalorização do real, as exportações ganharam competitividade. Por isso, o governo avaliou que seria possível limitar os recursos para equalização apenas aos bens de ciclo longo de produção. O programa de equalização conta com recursos da ordem de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, sendo que praticamente a totalidade já está comprometida.
Essa é a segunda vez que o governo retira benefícios dos exportadores, por considerar que há margem para tal, após a desvalorização do real. Na semana passada, a Receita Federal anunciou que estará suspendendo, a partir do dia 1 de abril até o dia 31 de dezembro próximos, a concessão de crédito presumido de PIS e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre produtos exportados. O governo estima que, neste ano, deixará de conceder créditos de pelo menos R$ 900 milhões.

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