Bienal do Rio recebe 552 mil visitantes e vende 1,2 milhão de livros
PUBLICAÇÃO
domingo, 02 de maio de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 03 (AE) - A 9ª Bienal Internacional do Livro, encerrada ontem (02), no Riocentro, teve público recorde de 552 mil pessoas, mais da metade crianças e adolescentes. Foram vendidos 1,2 milhão de livros. Em termos de visitantes, foi um aumento de 30%, mas as vendas duplicaram.
A próxima Bienal, prevista para 2001, terá programação cultural mais intensa, serão reorganizadas as visitas escolares e o país homenageado deve ser a França.
As vendas surpreenderam os editores. "Não se pode dizer que o investimento deu lucro imediato porque, do valor bruto de cada livro, é preciso descontar despesas como o direito autoral e o preço de produção", disse hoje o diretor de Comunicação do evento, Bob Feith, proprietário da Editora Objetiva. "Mas para uma bienal em que investimos mais no aspecto institucional, na formação de novos leitores, essa venda é um dado a mais a ser comemorado". Feith disse ter vendido R$ 170 mil em seu estande. O livro mas vendido pela Objetiva no local foi "A Casa dos Budas Ditosos", de João Ubaldo Ribeiro, que teve 1.300 exemplares comercializados
Autores - O encontro de leitores e autores foi o grande sucesso da Bienal e a programação deve ser ampliada em 2001. "Os escritores nacionais foram os preferidos nas vendas e nos encontros, num reflexo do que tem acontecido no mercado editorial há alguns anos", contou Feith. "Há algum tempo em toda lista de mais vendidos a maioria dos autores é brasileira."
O presidente da Fagga Empreendimentos, Arthur Repsold, responsável pela organização do evento, lembra que nem em 1995, quando o Plano Real havia aumentado o poder aquisitivo da população, vendeu-se tanto livro. "Com o detalhe de que 30% foram comprados por crianças, ou seja, novos leitores", comemora ele.
Mudanças - Mesmo assim alguns aspectos devem ser revistos. "Não pretendemos aumentar o tamanho da Bienal, mas investir mais na qualidade ", dizia ele. "Vamos repensar as visitações escolares, porque recusamos vários pedidos de escola e também a forma de pagar os livros porque havia filas muito grandes."


