São Paulo, 26 (AE) - A 4ª Bienal Internacional de Arquitetura, que acontece entre 20 de novembro e 25 de janeiro de 2000 em São Paulo, quer ampliar a discussão sobre a importância da arquitetura na melhoria da qualidade de vida da população e estender o debate ao público leigo. De acordo com Lúcio Gomes Machado, um dos curadores da mostra, há hoje um consenso de que a falta de espaços com qualidade ou mesmo a existência de espaços sem função geram conflitos e até a violência. Essa questão será tema de um dos seminários que integram a extensa programação da 4ª BIA.
O próprio material de apresentação do evento assinala que essa edição da Bienal "destina-se fundamentalmente ao cidadão preocupado com a melhoria da qualidade de vida e com o futuro das cidades..." Mas não fica apenas nisso. A meta principal da mostra é garantir o acesso do público às principais construções arquitetônicas deste século, com destaque para a produção atual. "A intenção é aumentar a repercussão da arquitetura na nossa sociedade, trazendo projetos de todo o Brasil e do exterior", explica Machado, lembrando que a mostra é aberta a profissionais da área de todo o mundo.
Exposição - A 4ª edição da BIA está dividida em oito segmentos, com destaque especial para a Exposição Geral de Arquitetos. Neste segmento será exibida a produção contemporânea de arquitetura, urbanismo e desenho industrial brasileira e do exterior. Os interessados em participar têm até o dia 30 de agosto para se inscrever (e-mail [email protected] ou pelo fax (0xx11) 549.0230.). Só serão aceitas obras construídas. Projetos, protótipos e obras elaboradas para participação em concursos não poderão participar do evento.
A Bienal não se resume às exposições. Haverá debates, concurso de escolas de arquitetura e lançamento de livros, como a reedição da primeira obra sobre modernismo brasileiro, o "Brazil Builts", editado em 1942 pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). O design também terá espaço com a exposição Móvel Moderno Brasileiro. Com a realização desta edição ampliada da mostra, o Instituto de Arquitetos do Brasil e a Fundação Bienal de São Paulo, promotores do evento, esperam receber o dobro de visitantes da edição anterior, cerca de 50 mil em 1997, e motivar o debate. "Qual a cidade que queremos? Não sabemos. A cidade hoje está dirigida aos interesses imobiliários e do transporte e a questão do desenho, planejamento, ficam a reboque", afirma Machado. //FIM/RGR/REDAEGER/

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