Pristina, 30 (AE-AP) - Enquanto a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) briga para trazer ordem a Kosovo, um senador norte-americano alertou os albaneses étnicos nesta segunda-feira (30) que o apoio do Congresso a eles acabará se o Exército de Libertação de Kosovo (ELK) não cumprir o prazo para se desarmar.
O comandante militar do ELK garantiu ao enviado norte-americano Richard Holbrooke que os ex-guerrilheiros honrariam o acordo de desmilitarização com a Otan e entregariam o resto de suas armas até 19 de setembro.
Mas o comandante, Agim Ceku, também disse que o ELK se transformaria em um "exército de Kosovo", o que não foi estabelecido no acordo de desmilitarização acertado em junho.
Ceku acrescentou esperar que a "comunidade internacional" cumpra com suas obrigações "para que possa ajudar no processo de transformação do ELK e auxiliar todos os outros processos que ocorrem em Kosovo".
"O ELK se transformará em muitas direções, não apenas em uma guarda militar", disse Ceku. "Uma parte comporá a polícia, outra parte cuidará da administração civil, outra será o Exército de Kosovo, como uma força de defesa. E uma parte formará um partido político."
Holbrooke recusou-se a comentar as declarações de Ceku ou a explicar como seriam cumpridas as condições estabelecidas no acordo de desmilitarização de junho.
Mas um líder democrata da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, Joseph Biden, deixou claro que o ELK deve deixar de existir como força armada no prazo estabelecido para 19 de setembro.
Caso contrário, o apoio do congresso norte-americano "evaporaria", disse Biden em entrevista coletiva conjunta com Holbrooke. O senador chegou hoje à província de Kosovo e esclareceu que daria a mensagem pessoalmente aos líderes albaneses étnicos.

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