Bicicleta ajuda no diagnóstico de Parkinson
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de janeiro de 2011
France Presse 
Os neurologistas que examinam um paciente com sintomas iniciais de Mal de Parkinson deveriam fazê-lo andar de bicicleta antes de concluir seu diagnóstico, afirma pesquisa realizada por médicos holandeses. Distinguir entre pacientes com Parkinson e portadores de uma doença conhecida como Parkinsonismo Atípico é muito importante, porque as duas partilham de sintomas parecidos, incluindo o tremor dos membros, os movimentos lentos e a rigidez muscular, mas com causas e tratamentos diferentes.
No entanto, às vezes até mesmo a avançada tecnologia médica é incapaz de distinguir uma doença da outra. Segundo especialistas do Centro de Parkinson de Nijmegen, na Holanda, fazer o paciente andar de bicicleta pode proporcionar um diagnótico mais eficiente - e barato.
De acordo com eles, que explicaram suas pesquisas ontem na revista The Lancet, um portador de Parkinson comum geralmente tem uma incrível habilidade de andar de bicicleta, pois apresenta poucos problemas no equilíbrio e nos movimentos rítmicos exigidos pelo pedalar. Esta tarefa, no entanto, exige mais esforço de portadoras do Parkinsonismo Atípico, termo que envolve uma série de síndromes como paralisia muscular supranuclear progressiva, atrofia sistêmica múltipla e degeneração córtico-basal.
O Mal de Parkinson tem origem na morte celular numa parte fundamental do cérebro chamada substância nigra, uma porção heterogênea do mesencéfalo responsável pela produção de um neurotransmissor, a dopamina. O tratamento padrão é uma droga chamada levodopa, que o cérebro converte em dopamina. Mas o tratamento não é efetivo ou não funciona quando se trata de parkinsonimo.
Os médicos testaram sua teoria em 111 pacientes que eram capazes de andar de bicicleta no início da pesquisa. Ao fim do estudo, 45 dos pacientes foram confirmados com Mal de Parkinson e 64 com Parkinsonismo Atípico.
Durante os 30 meses que foram pesquisados, apenas dois dos 45 pacientes com Parkinson pararam de andar de bicicleta, mas do grupo de 64 pacientes diagnosticados com o Parkinsonismo Atípico 34 apresentaram incapacidade de continuar pedalando.


