Brasília, 13 (AE) - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, negou hoje a versão de que o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Aloísio Sotero, tenha pedido demissão do cargo. Bezerra exibiu cópia de notícia publicada pela "Agência Nordeste" (do jornal "Folha de Pernambuco") segundo a qual Sotero - afilhado político do vice-presidente Marco Maciel - teria entregue carta de demissão ao ministro da Integração Nacional. Bezerra assegurou não ter recebido nenhuma carta nesse sentido. O ministro relatou ter recebido um telefonema de Sotero dez minutos antes de dar início à coletiva. Segundo Bezerra, nesse telefonema, Sotero afirmou não ter concedido nenhuma entrevista à "Agência Nordeste" e garantiu que jamais cogitou deixar o cargo. O ministro informou também que, na manhã de hoje, teve uma conversa com Maciel. Um jornalista perguntou, então, a Bezerra se não estaria desmentindo a demissão por ter havido pressões de Maciel que teriam levado o ministro a reconduzir Sotero ao cargo. "Não recebi nenhuma pressão, até porque não houve pedido de demissão", respondeu o ministro. Ele admitiu que tem divergências com Sotero, mas disse que se tratam de "divergências naturais". Ele acrescentou: "Em nenhum momento, foi cogitada por mim ou por ele a sua saída do governo." As divergências mencionadas por Bezerra giram em torno de uma proposta de enxugamento do quadro de pessoal da Sudene, que hoje tem 990 funcionários. O ministro da Integração defende um corte de 50% desse quadro de servidores. Bezerra informou que, amanhã (14), o superintendente da Sudene estará em Brasília participando de reunião, "marcada anteriormente", para tratar de um programa emergencial de combate à seca no Nordeste.

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