Rio, 21 (AE) - O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, negou que haja insatisfações no Congresso com o resultado da reforma ministerial. "O que o presidente fez foi colher na base dos partidos que o apóiam o seu ministério", afirmou. "Eu jamais seria ministro se não fosse do PMDB". Ele não quis comentar a denúncia de que, antes de deixar a Secretaria de Assuntos Regionais, Ovídio de Angelis destinou 50% do orçamento do ano para Goiás. "Ele sabe o que faz. É uma pessoa correta e certamente o que fez foi dentro da lei". Bezerra afirmou que seu ministério vai transformar os fundos de fomento regionais em três grandes agências: Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Ele ressalvou que somente com a redução da taxa de juros, em consequência do ajuste fiscal, será possível fazer o desenvolvimento das regiões brasileiras mais atrasadas. Bezerra anunciou que levará da CNI para o ministério três nomes. O coordenador da Unidade de Política Econômica, José Guilherme Reis, será o futuro secretário geral; Carlos Alberto Cidade cuidará das relações com o Congresso; e Rômulo Macedo irá para a Secretaria Nacional dos Recursos Hídricos.

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