São Paulo, 7 (AE) - A Bettanin Industrial, de Esteio (RS), está desenvolvendo seis produtos para limpeza doméstica, com a finalidade de aumentar as exportações. A empresa, que transforma 2.500 toneladas ao ano de plásticos em vassouras e escovas (com fibras de PET reciclado), rodos, lustradores e secadores de piso, agora aposta em uma linha com os mesmos produtos, porém voltada a modelos ergonométricos - que, por sua forma, requerem menor esforço físico a quem os utiliza. "Nos Estados Unidos há uma grande demanda para esse tipo de artigo", explica a gerente de exportações da Bettanin, Isabel Soares. Já neste mês, será feito o primeiro embarque de 100 mil peças de três novos modelos para os EUA, além da remessa mensal de 500 mil vassouras.
A Bettanin exporta para 22 países. Depois dos Estados Unidos, os países para os quais a empresa mais exporta são Chile
Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai, Porto Rico, República Dominicana, Inglaterra e Arábia Saudita, entre outros. No ano passado, as vendas externas representaram 14% do faturamento de US$ 70 milhões, um resultado 15% maior do que o de 1998. Para este ano, a previsão é de que o faturamento cresça 30%, chegando aos US$ 100 milhões. Desse total, a Bettanin quer exportar 20%. Para a empresa, a evolução das vendas externas, iniciadas há 15 anos, se deve à credibilidade alcançada junto aos compradores. "O Brasil tem dificuldade de relacionamento, porque nosso câmbio oscila muito. Com isso, se rompem os contratos e acaba a credibilidade", observa Isabel Soares. Segundo ela, a Bettanin, mesmo perdendo com a mudança abrupta de câmbio, nunca deixou de cumprir contratos já assinados. "Mesmo se ficarmos desamparados quanto ao governo, os contratos não podem ser rompidos", reafirma a gerente de exportações.