Londrina – O governador Beto Richa (PSDB) classificou ontem como inaceitável a falta de médicos plantonistas durante os fins de semana nos hospitais das zonas Norte e Sul de Londrina. Richa garantiu que a situação foi pontualmente regularizada, mas admitiu que ainda não tem uma solução definitiva para o problema. Segundo o governador, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) e o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) - responsável pela contratação dos médicos – estudam medidas para resolver a questão "de uma vez por todas". O resultado deve ser anunciado na semana que vem.
Richa não descartou que falhas no planejamento dos plantões podem estar acarretando a falta de médicos. "Temos que detectar onde está o problema. Posso afirmar que o secretário Michele Caputo Neto [Saúde] não é de aceitar desculpas esfarrapadas nem de empurrar problemas com a barriga", garantiu. O governador esperava que o aumento salarial dos médicos plantonistas, concedido no mês passado, resolvesse o problema. "Infelizmente não surtiu efeito, então temos que estudar com a máxima urgência uma alternativa."
A Secretaria da Saúde (Sesa) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Cismepar teria, agora, a responsabilidade de apurar o motivo da falta dos médicos. A reportagem tentou contato com a direção, mas não obteve retorno.
Os investimentos em seis hospitais públicos de Londrina foram enfatizados pelo governador. Além do aumento de 65% em um ano nos hospitais das zonas Norte e Sul, Richa elencou verbas liberadas para o Hospital Evangélico, para a ampliação do Pronto-Socorro da Santa Casa, e a inclusão da construção da maternidade e ampliações no Hospital Universitário para 2014, que se aproximam dos R$ 15 milhões.

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