Bergman relata suas simpatias nazistas
Estocolmo, 07 (AE-AP) - Ingmar Bergman disse que foi atraído por Adolf Hitler quando era jovem, mas mudou de opinião quando viu fotos de campos de concentração, segundo um livro a ser lançado.
O renomado diretor de cinema relata sua atração pelo nazismo e por seu líder num capítulo do "Heder och Samvete" (Honra e Consciência) que discute se a Suécia foi realmente neutra na Segunda Guerra Mundial.
O livro, que deve ser lançado no fim do mês, fala de como Bergman, então um estudante de 18 anos participando de um programa de intercâmbio cultural, passou o verão de 1936 com uma família nazista na Alemanha que o levou para ver Hitler discursando.
"Hitler tinha um carisma incrível", teria dito ele, segundo o livro. "Ele eletrificava a multidão".
De volta à Suécia, Bergman passou a torcer pelos alemães e não protestou quando seu irmão e amigos pintaram uma suástica na casa onde vivia um judeu, de acordo com o livro.
"Meu pai era ultradireitista. A grande ameaça eram os bolcheviques, que eram odiados", explicou ele.
Quando foram reveladas imagens de campos de concentração, Bergman inicialmente pensou tratar-se de propaganda aliada.
"Quando percebi a verdade, o choque foi incrível. Brutal e violentamente, minha inocência foi removida em um golpe", relata o livro.
Bergman também havia comentado sobre suas simpatias nazistas em sua autobiografia de 1987, "The Magic Lantern" (A Lanterna Mágica).





