A assessoria da Justiça Federal do Paraná confirmou que o órgão não vai interromper as atividades nesta quinta-feira (15), como cancelar as audiências já programadas, por causa da paralisação convocada pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais) pela discussão da validade dos auxílios moradias pagos aos magistrados. O assunto foi incluído na pauta de debates do dia 22 deste mês no STF (Supremo Tribunal Federal). No Estado, a JF dispõe de 138 juízes, sendo que 14 atuam em Londrina, e 1499 servidores. A comunicação da pasta também informou que o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, não irá se manifestar sobre o ato.

Imagem ilustrativa da imagem Berço da Lava Jato, Paraná não irá aderir à paralisação de juízes federais por auxílio-moradia
| Foto: Lula Marques/AGPT


Em nota, a Ajufe disse que recebeu apoio de outras entidades, como a Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho) e a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). As entidades asseguraram a realização de manifestações públicas em Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belém. "Os atos servirão para mostrar, mais uma vez, que as magistraturas estão sob forte ataque e retaliação, já não mais disfarçada, em razão de sua atuação técnica e isenta no cumprimento de suas funções constitucionais", diz o documento.

A associação também reclamou da demora na aprovação no Congresso Nacional do reajuste para a categoria. Os projetos foram encaminhados em 2015. "Em contrapartida, a recomposição de todas as carreiras do âmbito federal, enviadas em momento bem mais recente, foram sancionados facilmente", criticou a Ajufe, que promoveu uma pesquisa interna antes de deflagrar o protesto. Segundo o levantamento, 81% dos 1,3 mil juízes consultados concordaram com a paralisação. Figuras conhecidas da sociedade principalmente pela participação na Lava Jato, Marcelo Bretas e o próprio Moro, assim como o procurador Deltan Dallagnol, usufruíram do benefício da moradia.

De acordo com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), aproximadamente R$ 98 milhões são pagos para o pagamento da vantagem a mais de 17 mil magistrados federais.

(com informações da Agência Brasil)

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