O assalto ao avião da Vasp é o maior roubo de bens que estavam sob cuidados da TGV Transportadora de Valores e Vigilância Ltda este ano. Em julho, uma quadrilha invadiu a sede da empresa, em Ponta Grossa, levando R$ 3 milhões. Ao todo, a TGV acumula, de janeiro até agosto, mais de R$ 8 milhões de bens roubados, frutos de quatro ações de bandidos. A Folha procurou durante todo o dia de ontem a direção da empresa para se pronunciar sobre o assunto, mas ninguém quis comentar alegando se tratar um tema ‘‘delicado e de segurança empresarial para a TGV’’.
A Polícia Militar contabiliza, nos últimos dois anos, 14 ações de quadrilhas que assaltaram ou tentaram roubar carros-forte da TGV. Existe a suspeita dentro do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que está auxiliando nas investigações, que possa haver a participação de ex-funcionários da TGV nos dois últimos roubos. ‘‘Existe um cuidado grande da empresa na hora de selecionar funcionários, mas depois não há um acompanhamento daqueles que saem, conhecendo como a transportadora age’’, disse o investigador que não quis ser identificado. (I.R.)

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