Brasília, DF- O governo não pretende elevar a alíquota das contribuições sociais para pagar os R$ 12,3 bilhões de atrasados devidos a 1,8 milhão aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Foi isso o que garantiu ontem o ministro da Previdência Social, Amir Lando, em uma reunião com os representantes dos segurados. O governo não apresentou nenhuma proposta no encontro nem apontou qualquer fonte de receita, mas o ministro já descartou a possibilidade de o pagamento ser à vista.
''Ninguém imagina a solução de um pagamento à vista. Temos de buscar o parcelamento'', disse o ministro, ao final da reunião. De acordo com Lando, uma solução só será encontrada se o impacto com o pagamento for diluído ao longo do tempo. Como o governo não conseguiu apontar de onde virá o dinheiro para o pagamento, a reunião não avançou. ''O governo quer evitar qualquer impacto tributário'', assegurou o ministro, que marcou novo encontro para a próxima semana, quando prometeu apresentar os termos definitivos da proposta. ''Há disposição para se chegar a um acordo'', garantiu Lando, que quer dividir com os segurados a responsabilidade pela construção da solução.
Mesmo sem sair com uma proposta do encontro, os aposentados não demonstraram frustração. Eles comemoraram o fato do diálogo ter sido reaberto. ''O consenso é de que precisamos de um acordo'', disse João Batista Inocentini, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical. Ele sugeriu que o governo busque os recursos necessários para o pagamento no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

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