Bênção dos carros por capuchinhos teve pouca procura
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de janeiro de 1999
James Alberti 
Este ano o movimento de veículos na Capela Nossa Senhora das Mercês, para receber as bênçãos dos freis capuchinhos, em Curitiba, foi bem menor do que em anos anteriores. Até o início da tarde de ontem, pouco mais de três mil carros tinham passado pelo ritual, que pede proteção de Deus para 1999. O número é baixo se comparado com o registrado no ano passado, quando 17 mil pessoas pediram bênçãos.
Nascida na idade média, em 1221, do ideal de São Francisco de Assis, a cerimônia é feita tradicionalmente na primeira sexta-feira de cada ano. Segundo o frei Messias Vicente Rodrigues, a redução de fiéis se deve a coincidência da primeira sexta-feira do ano ser exatamente no dia 1º , quando a maioria dos motoristas está de folga e viajando.
A bênção, feita das 6h30 às 22 horas por 22 freis, deve continuar durante a próxima semana. O maior volume de motoristas deve ser registrado, espera o frei Messias Rodrigues, na próxima sexta-feira. Por causa do costume, disse. Para o frei, que previa pouco movimento à tarde, a água benta despejada sobre os carros e as pessoas ajuda na caminhada do próximo ano, que não é fácil.


