A Organização Mundial da Saúde (OMS) define como saúde um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. ''Então, a pessoa pode estar doente, mas saudável desde que esteja bem. O deficiente é muitas vezes aquele que está inteiro e não sabe de suas capacidades, está deprimido, parado. Além de tratar a doença é preciso viver a plenitude da saúde'', enfatiza o médico Áureo Cinagawa, que também é diretor de uma clínica de ortopedia que congrega uma equipe multidisciplinar de médicos na promoção da saúde.

O médico cardiologista Marco Antonio Fabiani lembra a Grécia Antiga e cita o pai da medicina, Hipócrates, para quem adoecer era desviar-se do curso natural da vida e ''a cura era sempre restabelecer, voltar a esse fluxo''. ''Vivemos hoje uma sociedade doente que valoriza a competição e o individualismo. Os efeitos colaterais disso: diminuição das horas de sono, hipertensão arterial, aumento dos fatores de risco para doenças circulatórias, diminuição do convívio comunitário, fragmentação da vida familiar com todas as consequências emocionais disso''.

Já o cardiologista Ricardo José Rodrigues afirma que não há fórmula para a felicidade, mas valem algumas dicas que, apesar de parecerem comuns, podem fazer diferença. ''Há trabalhos científicos na Inglaterra que correlacionam número de amigos na terceira idade com a depressão. Exercício físico regular, boa alimentação, manter uma vida social ativa, cultivar e manter os amigos, além de reconhecer seus próprios limites e saber lidar com as frustrações do dia a dia são boas dicas'', finaliza.(F.B.)

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