Luxemburgo, 08 (AE-AP) - A Bélgica manteve hoje (08) sua rejeição às exigências da União Européia de proibir a venda de queijos e leite por risco de estarem contaminados com dioxina, encontrada em ração usada na Bélgica para alimentar animais.
A posição belga ameaça suas relações com os 14 sócios na UE, cujos ministros de Saúde criticaram a Bélgica por ter levado um mês para informá-los sobre a contaminação. "É um escândalo", declarou o ministro da Saúde da Alemanha, Andrea Fischer, que presidiu a reunião de ministros da Saúde europeus realizada hoje
em Luxemburgo.
A Comissão Européia insiste que a Bélgica deve tomar mais medidas para conter a crise, que levou diversos países a imporem restrições às importações de alimentos da UE. Hoje, o Egito proibiu a importação de frangos e laticíneos de países da UE. Alguns países asiáticos também restringiram suas importações com medo de contaminação. Taiwan divulgou hoje um corte de 77 produtos provenientes da Bélgica. E acrescentou que poderia extender seu veto a outros países.
O governo das Filipinas anunciou hoje o veto a frango, carne e porco da Bélgica, Holanda, França e Alemanha por causa do medo desses produtos estarem contaminados. A Tailândia também declarou embargo a produtos belgas.
A Bélgica está acusando o mundo de ter uma "reação exagerada" em relação ao escândalo da dioxina e informou que se prepara para pôr nas prateleiras do comércio 95% dos alimentos proibidos em dois dias, apesar dos pedidos da UE para que sejam tomadas novas medidas para conter a crise. Calcula-se que uns 80 mil quilos de ração chegaram a 1.400 fazendas. Parte dessa quantia alcançou a França e a Holanda.
Hoje, o primeiro-ministro belga, Jean-Luc Dehaene, declarou que a lista final de todas as granjas avícolas afetadas seria divulgada provavelmente na noite de hoje e amanhã seriam informadas os fazendas de criação de gado e suíno.

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