Bélgica decide amanhã sobre proibição definitiva à Coca-Cola
Bruxelas, 16 (AE-AP) - O governo belga considerou hoje (16) levantar sua proibição aos produtos Coca-Cola depois que a companhia identificou a origem do envenenamento em defeitos em duas plantas na Bélgica e uma na França, mas a empresa enfrenta agora uma dura batalha para recuperar a confiança do consumidor em uma Europa já desconfiada com a qualidade de sua comida.
Consumidores de Coca-Cola nas ruas de Bruxelas afirmaram hoje que pensariam duas vezes antes de voltar à marca mesmo com a retirada da proibição imposta pelo governo local na segunda-feira, seguindo-se à hospitalização de dezenas de crianças com vômito, dores de estômago e náusea.
"Deixei de beber Coca-Cola, e não penso que beberei novamente", disse Natalie Sinnodt, de 23 anos. "Eu deveria ter parado de qualquer maneira por razões de dieta, isto torna tudo mais fácil", acrescentou Chau Line, de 27.
Houve também proibições em outras nações européias.
Luxemburgo proibiu todos os produtos da Coca-Cola, inclusive Fanta, e o governo francês ordenou a retirada de todos os produtos enlatados, 50 milhões de latas. "Não podemos correr nenhum risco", disse Marylise Lebranchu, secretária do Ministério da Finanças da França. "Enquanto não formos informados da origem exata da intoxicação, é melhor que procedamos com uma proibição geral".
Hoje, o governo espanhol proibiu a entrada no país de uma remessa de 8.000 garrafas de Coca-Cola produzidas na Bélgica por medo de contaminação.
O Ministério de Saúde da Espanha insistiu que a ação era estritamente preventiva e disse que não há nenhuma razão para acreditar que os consumidores espanhóis correm qualquer risco com a bebida importada da Bélgica.
O governo belga disse hoje que seu ministro da Saúde, Luc Van den Bossche, decidirá amanhã (17) se mantém ou não a proibição. A decisão será tomada com base em testes científicos administrados em amostras de Coca-Cola das fábricas da Antuérpia e Dunkirk, informou uma declaração do governo.





