Curitiba - O menino de 1 ano e 7 meses, que estava internado desde a última quarta-feira no Hospital Pequeno Príncipe, vítima de traumatismo craniano grave, morreu no domingo em Curitiba.
De acordo com a polícia, ele teria sido agredido pela mãe adotiva em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A mulher, de 27 anos, está presa na carceragem feminina da Delegacia de Quatro Barras, e nega ter espancado ou abusado do filho.
O delegado de Pinhais, Fábio Amaro, responsável pelo caso, informou que a mãe adotiva alegou que a criança sofreu uma queda, mas não soube explicar os hematomas recentes e mais antigos espalhados no corpo do bebê. Também segundo o delegado, a própria mãe levou a criança para o Hospital de Pinhais.
No local, o médico que fez o atendimento, percebendo os hematomas, acionou a Polícia Civil e o Conselho Tutelar. Um perito do Instituto Médico Legal (IML) também foi ao hospital e confirmou as agressões.
Conforme o delegado, o menino perdeu os pais biológicos assassinados e estava sob a guarda provisória da mulher, que já tinha duas meninas e morava com o marido. ''No depoimento ela negou os maus-tratos, mas era a responsável porque tinha a tutela da criança'', disse o delegado.
A mãe adotiva estava com a tutela antecipada da criança há um mês. Ela vai responder pelo crime de maus tratos qualificados, cuja pena é de até quatro anos de prisão. A morte da criança faz a pena aumentar, podendo chegar até 12 anos de detenção.
O homem de 30 anos que mora junto com a suspeita do crime também foi ouvido e liberado em seguida. O corpo da vítima está no IML de Curitiba, aguardando a liberação por parte de familiares. Segundo o delegado, as investigações continuam.
Atendimentos
Somente em 2011, o Hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento a crianças, prestou 374 atendimentos de vítimas de violência e maus-tratos, numa média de mais de um atendimento por dia. Neste ano, segundo a assessoria da instituição, já foram realizados 51 atendimentos em decorrência de suspeita de agressão a crianças e adolescentes até o domingo.
Por atender vários casos, o Hospital Pequeno Príncipe mantém, desde 2006, a ''Campanha Pra Toda Vida - A Violência não Pode Marcar o Futuro das Crianças''. E uma das ações é fornecer conteúdo para ajudar na identificação de possíveis maus-tratos para que escolas, instituições e empresas possam imprimir cartilhas sobre o enfrentamento da violência. O número do Disque Denúncia Nacional é o 100 e o do Estadual é o 181.

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