Bebê que ingeriu crack está em coma
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quinta-feira, 19 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Paranaguá Segue internado em estado grave o menino de um ano e quatro meses que na última segunda-feira havia ingerido pedras de crack dentro de casa em Paranaguá (Litoral). A mãe, de 21 anos, foi presa em flagrante pelos crimes de maus-tratos e abandono de incapaz. O Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, para onde a criança foi transferida após ser atendida no Hospital Regional de Paranaguá, informou que o menino segue internato em coma na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), sendo medicado e respirando por aparelhos. A avó acompanha o menino no hospital.
Segundo as investigações da polícia, a criança encontrou as pedras de crack na residência, localizada na Vila São Jorge 3, e após ingeri-las começou a ter convulsões. Ao ver o filho passando mal, a mãe ainda serviu leite à criança, o que piorou o estado de saúde.
A polícia ainda não apurado se a droga estava dentro da casa ou no quintal. "A mãe confessou que não estava junto com a criança, que brincava em um dos cômodos com os outros dois irmãos. Ela garantiu não ser usuária, mas confirmou que iria revender os cinco gramas de crack, que foram ingeridos pelo filho", relatou a delegada do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria) de Paranaguá, Maria Nysa Nanni.
De acordo com a delegada, a mãe não foi presa por tráfico de drogas já que não havia materialidade na hora da prisão, mas garantiu que o crime será investigado. A mulher, que está grávida de oito meses e já possui antecedentes criminais por receptação, foi transferida ontem da delegacia de Paranaguá. A unidade prisional está superlotada. A polícia preferiu não informar a cidade para onde a mulher foi levada por motivos de segurança.
Além da mãe, outros familiares e vizinhos já foram ouvidos no inquérito policial, que deve ser concluído até a próxima semana. A delegada do Nucria afirmou, porém, que já há elementos suficientes para indiciar a mulher. O crime de maus-tratos com lesão corporal grave tem pena prevista entre um e quatro anos de prisão. Já o de abandono de incapaz pode resultar na reclusão de um a cinco anos. "Se acontecer a morte da vítima, a pena pode aumentar para até 12 anos", frisou a delegada.


