São Paulo, 03 (AE) - Cristiane Souza de Freitas, de 23 anos, teve de esperar mais de 24 horas para ter seu primeiro filho no Hospital Sorocabana, em São Paulo. Um dia após o parto, ela foi informada de que o bebê havia morrido. Segundo o atestado de óbito, o recém-nascido morreu de "agonia respiratória". A família de Cristiane não está satisfeita com essa explicação. "Meu neto morreu porque o hospital a deixou esperando quase um dia para ter o filho", afirmou Julieta, mãe da parturiente. A família registrou Boletim de Ocorrência no 7.º Distrito Policial da Capital.
Procurada, a diretoria do Hospital Sorocabana não foi localizada. A enfermeira-chefe do plantão de sábado mandou dizer que não era a pessoa indicada para comentar o caso. Cristiane foi levada para o Hospital do Campo Limpo na quarta-feira, ao meio-dia, pouco depois de sua bolsa romper, mas foi informada de que não havia vagas. Dali, foi transferida para o Sorocabana, às 15 horas da quarta-feira.
Os familiares não puderam acompanhar o parto. Ligando de hora em hora para saber como estava sua filha, Julieta contou que até a meia-noite da quarta-feira seu neto ainda não havia nascido. Na quinta-feira, soube que poderia visitar o bebê às 16 horas. Quando chegou ao Sorocabana, as enfermeiras, em um primeiro momento, mostraram um bebê de outra família. Depois disseram que seu neto estava com a mãe.
Na manhã de sexta-feira o hospital informou que o bebê havia morrido. Segundo Julieta, sua filha nunca viu o recém-nascido.

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