Campinas - Antes de completar dois meses Vitória Campos Carvalho passou ontem por uma cirurgia para retirada de um neuroblastoma torácico, um tumor muito agressivo, no Centro Boldrini, em Campinas. Embora delicada, a intervenção precoce aumenta sensivelmente as chances de cura da criança, que teve o câncer descoberto logo após seu nascimento.
A família da menina é de Artur Nogueira, onde a mãe, Isabel Cristina de Campos Carvalho, de 35 anos, começou a fazer o pré-natal. O ultra-som indicou uma mancha no pulmão do bebê. Mãe e filha foram encaminhadas para o Grupo de Medicina Fetal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os médicos descobriram que Vitória tinha líquido nos pulmões e fizeram a primeira intervenção, intra-uterina, para drená-lo com um cateter. Ela tinha então 24 semanas.
Quando nasceu, prematura de oito meses, os médicos tiveram de fazer outra drenagem de líquido pulmonar, desta vez cirúrgica, e descobriram o tumor, de cerca de quatro centímetros, acima do pulmão e atrás da aorta. O tumor não foi percebido no ultra-som porque era ''mascarado'' pelo líquido nos pulmões, explicou o cirurgião Márcio Miranda.
Segundo Miranda, o acompanhamento pré-natal foi fundamental para que a doença fosse descoberta precocemente, quando as chances de cura são boas. Vitória tem 90% de chance de cura.

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