Curitiba - Um bebê de seis meses foi espancado e morto pelo pai na noite de quinta-feira. A criança foi levada, já com parada cardíaca, pelos avós paternos ao Quartel do Corpo de Bombeiros, no bairro Portão, em Curitiba. Como havia uma ambulância do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), na unidade, ainda houve a tentativa de reanimação com massagens e outros procedimentos. Diante do insucesso, a vítima foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador mas chegou ao local sem vida.
Segundo o comandante do Quartel, coronel Luiz Henrique Pombo do Nascimento, ao perceber que o bebê apresentava um ferimento na altura do queixo e hematomas, foi feita a notificação na Delegacia de Homídicios sobre a suspeita de agressão. Ele comenta que os avós teriam dito que o neto tinha mamado no berço, por volta das 21 horas e começado a ficar roxo. O pai da criança, de 21 anos, alegou que tinha derrubado o filho no chão, acidentalmente, na quarta-feira, e que só no dia seguinte ele teria começado a passar mal.
Na tarde de ontem, ao ser ouvido pela polícia, ele teria confessado ter agredido o filho com socos e tapas, na tarde de quinta-feira, porque não aguentava mais ouvi-lo chorar. O outro filho, de 2 anos, presenciou a agressão. O argumento do pai foi que ele sofre de problemas psiquiátricos e que havia acabado de ser demitido. Depois de bater no bebê, tentou fazê-lo calar a boca com mamadeira e chá, mas não conseguiu. Diante disso, chamou a avó paterna para ajudar. A mesma, mais do que depressa se dirigiu ao Corpo de Bombeiros, perto de onde mora. A mãe das crianças não estava em casa na hora do crime.
Como não houve flagrante, o pai foi liberado após prestar depoimento.

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