Bebê é achado morto dentro de um balde
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sábado, 30 de março de 2002
Milena Buosi Agência Folha 
São Paulo - O feirante Gilmar Pereira da Silva, 32 anos, foi preso ontem em flagrante sob acusação de assassinar Ingrid Vitória, de quatro meses. A menina morreu afogada em um balde de água. Ingrid era neta da companheira de Gilmar, Suzana Vicente Cardoso, 35 anos. O crime ocorreu na rua João Pinto de Oliveira, Vila Guarani, zona norte de São Paulo.
Segundo policiais do 45º DP (Vila Brasilândia), o feirante confessou o crime. Silva disse que discutia sempre com a mãe da criança, Juliana Cardoso, 15 anos, e que, na madrugada de sábado, acordou, levantou da cama, pegou o bebê e colocou-o de cabeça para baixo em um balde com roupa e água suja.
Ainda segundo a polícia, Silva escreveu um bilhete que incriminaria o pai do bebê, Anderson Casemiro Linho, 18 anos. Após escrever e colar o papel na geladeira, voltou para ver Ingrid, que já estava morta.
Ele escreveu o bilhete e depois fingiu que estava socorrendo o bebê. Todos da casa acordaram e o bebê foi levado para o hospital, disse o chefe dos investigadores da delegacia, Djalma Bauer. Segundo o policial, o feirante, que estava nervoso, confessou o homicídio na delegacia após cair diversas vezes em contradição. Ele escreveu vários bilhetes iguais ao encontrado na casa, e a letra é a mesma, disse Bauer.
Segundo o chefe dos investigadores, Silva não aparentava ter consumido drogas. Ele disse que depois de ter feito uma tatuagem da morte no braço, há cerca de cinco anos, passou a ouvir vozes e que nesta madrugada estava possuído por uma força maligna.


