Brasília, 16 (AE) - O Banco Central (BC) iniciará em aproximadamente um mês e meio o processo de terceirização de US$ 1,2 bilhão das reservas internacionais. A informação foi dada hoje na primeira entrevista coletiva do novo chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin) do Banco Central (BC), Daso Coimbra Maranhão.
Os recursos serão administrados, segundo Maranhão, por um grupo de 6 instituições selecionadas dentro de um universo de 55. O chefe do Depin informou que as empresas escolhidas eram o Banco de Compensações Internacional (BIS), o inglês Barclays Global Investors, o suíço Credit Suisse Asset Managemente, o holandês Robeco Institutional Asset Management e os americanos Salomon Brothers e JP Morgan Investment Management.
O BC, de acordo com o chefe do Depin, também selecionou a Royal Trust Corporation of Canada para fazer a custódia dos ativos adquiridos pelos 6 administradores escolhidos no final do ano passado. A custodiante foi selecionada num universo de 13 empresas concorrentes. O BC, segundo o chefe do Depin, também substituirá a cada um ano uma das seis empresas escolhidas para fazer a administração das reservas internacionais.
Será substituída, segundo Maranhão, a empresa que apresentar o pior desempenho dentro dos critérios de avaliação a serem adotados pelo BC. "O BC também tem o poder de fazer esta alteração no momento que achar necessário", afirmou o chefe do Depin. Ele também explicou que cada uma das seis administradores poderão gerenciar um lote igual de US$ 200 milhões das reservas internacionais brasileiras.
A experiência de terceirização das reservas, segundo o chefe do Depin, já é praticada hoje pela Argentina, a Colômbia, o Uruguai e o Chile. O BC espera conseguir com esta terceirização a transferência de tecnologia na administração das reservas internacionais. "Está prevista neste programa a transferência de tecnologia", disse o chefe do Depin. As empresas, de acordo com Coimbra Maranhão, só poderão aplicar os recursos das reservas internacionais em investimentos de renda fixa.
Critérios - Os critérios usados pelo BC na seleção das empresas que ficarão responsáveis pela administração das reservas foram os de classificação de risco de crédito, de volume de ativos administrados, performance e taxa de administração. No caso da custodiante, os critérios foram semelhantes e mudou apenas no aspecto sob o volume de ativos custodiados e não administrados pela empresa responsável pela custódia das aplicações das reservas internacionais feitas pelas 6 administradoras escolhidas para gerencia cerca de US$ 1,2 bilhão das reservas brasileiras.

mockup