BC troca sistema de banda cambial pelo de meta de inflação
Santiago, 03 (AE-DOW JONES) - O Banco Central do Chile, que ontem (02) à noite decidiu eliminar a banda de flutuação do peso
reiterou o papel da inflação como "âncora" da economia. A autoridade monetária chilena fixou a meta de inflação para o ano 2000 em 3,5%. A partir de 2001, a meta anual para o índice de preços ao consumidor foi fixada entre 2% e 4%. As metas para o futuro, afirmou o BC, estão em linha com a taxa de inflação de 3% no longo prazo, uma taxa quase idêntica à média de 2,9% registrada nos países desenvolvidos nos anos 90.
Segundo o BC chileno, a adoção da faixa para a meta de inflação é parte da estratégia de "dar peso diferente aos eventos que possam afetar a inflação no curto prazo, mas não afetar sua tendência no médio e longo prazos". No mesmo comunicado em que determinou a livre flutuação do peso a partir de hoje e fixou as metas de inflação, o BC se reservou o direito de intervir no mercado "em casos excepcionais". Qualquer intervenção será explicada pelo banco, afirma a nota.
Como parte da política de transparência, o Banco Central informou que os dados sobre reservas internacionais, divulgados quinzenalmente, serão acompanhados por informação mais detalhada. O BC informou ainda que manterá o sistema de cálculo para o dólar acordo, um preço de referência ao dólar que servia de ponto médio para a banda. O dólar acordo é baseado numa cesta de moedas que inclui o dólar norte-americano, o euro e o iene. A banda vinha sendo ajustada em 0,013575 ponto percentual por dia. No fim de julho, o presidente do BC, Carlos Massad, havia dito que a banda previa uma oscilação do peso de mais ou menos 11% em relação ao dólar.





