Brasília, 5 (AE) - O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, explicou que o Banco Central terá um limite de US$ 3 bilhões abaixo do piso das reservas internacionais para intervir no mercado de câmbio. Segundo Bier, esses US$ 3 bilhões vão funcionar como se fosse um "limite do cheque especial". Em agosto, por exemplo, a trajetória das reservas líquidas internacionais está estabelecida em US$ 24,600 bilhões. Ou seja, o BC terá US$ 3 bilhões abaixo desse valor para intervir no câmbio. As reservas, no entanto, terão sempre que voltar à projeção estabelelcida. Bier também citou o exemplo do final do semestre, que poderá fechar com reservas líquidas de US$ 23,3 bilhões, já que a projeção é de US$ 26,3 bilhões. Segundo Bier, esse mecanismo dará mais liberdade e espaço de atuação para o Banco Central. A regra anterior, de US$ 8 bilhões
foi utilizada para cobrir um hiato no balanço de pagamentos, o que não aocntece agora, explicou o secretário. "Isso dá mais liberdade de gerenciamento do dinheiro", afirmou. Bier ressaltou que o balanço de pagamentos foi feito em carácter conservador, o que permite que as reservas poderão ficar acima desse patamar, dando mais liberdade de ação. O secretário lembrou que esses limites poderão ser reavaliados na revisão do programa marcada para setembro/outubro.

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