BC sobe juro para evitar aquecimento da economia
Santiago, 28 (AE-DOW JONES) - O Banco Central do Chile subiu a sua taxa de juro 0,25 ponto percentual, para 5,25% ao ano. A medida, anunciada na noite de ontem, tem o objetivo de conter o ressurgimento da inflação, que está sendo alimentado sobretudo pela alta dos preços do petróleo. O Banco Central chileno comprovou uma tendência de a inflação superar sua meta oficial de cerca de 3,5% para este ano. A inflação em 1999 foi projetada em 2,3%.
A alta do juro foi decidida depois de o governo ter anunciado ontem que a taxa de desemprego caiu para 8,9% no período entre outubro e dezembro, de 10% no trimestre até novembro, enquanto a produção industrial cresceu 9,5% em dezembro em termos anualizados. Embora os economistas concordem que os dados macroeconômicos justificam a avaliação do BC de que a recessão ficou para trás, eles divergem nas previsões sobre o momento e o tamanho das futuras altas no juro.
A economia chilena, que entrou em recessão em outubro de 1998
registrou contração de 2,6% nos nove primeiros meses de 1999. A recuperação começou há poucos meses. O índice de atividade econômica do BC mostrou aumentos anuais de 2,4% em outubro e 3 8% em novembro. No início desta semana, o presidente do BC, Carlos Massad, afirmou que, dada a força da recuperação, a autoridade monetária vai revisar sua projeção de crescimento de 5% para este ano a partir de março.
Vladimir Werning, economista do JP Morgan, disse que espera que a taxa de juro suba 2 pontos percentuais no primeiro semestre deste ano. Ele acha que, mesmo com o aumento do juro, a economia chilena vai se expandir pelo menos 6,6% este ano. Greg Anderson, economista do Fleet Boston, prevê um aumento de 1 a 1 5 ponto durante o ano 2000.





