São Paulo, 7 (AE) - A análise semanal do Lloyds TS no País, projetou que o Banco Central não deverá alterar as taxas de juros na reunião do Comitê de Política Monetária, Copom, no próximo dia 15. O estudo destaca que "Novas quedas nos juros, só quando se vislumbrar um recuo mais consistente da inflação. A queda mais recente na taxa de câmbio pode influenciar de maneira favorável a inflação, no início de 2000, apesar da pressão negativa oriunda de algumas commodities, especialmente petróleo".
As perspectivas de inflação para dezembro, seja nos índices de atacado ou no varejo, são de números bem menores, salienta o estudo do Lloyds TS. Segundo informa, no novo Memorando de Política Econômica negociado com o FMI, foi confirmado o critério de metas trimestrais para a inflação de 12 meses do IPCA no próximo ano. Diz ainda que os maiores desafios para manter a inflação declinante no ritmo desejado para chegar a 6% no final do ano 2000, devem aparecer no segundo trimestre, já que a média mensal observada neste ano foi baixa (0,35%). No primeiro trimestre o desafio não trás tantas preocupações, já que a taxa média mensal este ano chegou a 0,95%.
O estudo do banco destacou também que após alguns meses sendo negociado acima de R$ 1,90, o dólar teve um significativo recuo n última semana, passando a um patamar próximo a R$ 1,87. A forte valorização da moeda, se deve, entre outros fatores, às atuações do BC que, informalmente, traçou um teto para o câmbio no curto prazo (R$ 1,93) e na última semana anunciou um leilão de compra e venda de dólares para a virada do ano. Este último, de certa forma, aliviará pressões que ocorreriam no final de 99 por conta de escassez de linhas devido ao bug.
Uma das conclusões do estudo do Lloyds TS é de que a estratégia do BC parece ter surtido efeito e, mesmo com o elevado vencimento de Eurobonds em dezembro (perto de US$ 1,5 bi), o mercado vem tendo um comportamento muito tranquilo, permitindo a valorização do Real. A melhora no mercado cambial é importante também para aliviar pressões adicionais sobre os índices de preços no início do próximo ano. A balança comercial de novembro registrou déficit de US$ 529 milhões, o que eleva o déficit do ano para US$ 1,46 bi.
Segundo o estudo do Lloyds TS, merece destaque a melhora nas exportações brasileiras nos últimos dois meses, quando as vendas externas tiveram crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período de 98. Por outro lado, as importações tiveram recuo , algo próximo a 9,5%, em relação no mesmo período comparativo. No acumulado do ano, as exportações somam US$ 43,3 bi até novembro, 8,1% abaixo de 98, enquanto as importações estão em US$ 44,8 bi (-15,9% sobre 98).

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