BC reafirma opção por crescimento e reduz compulsório
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quarta-feira, 08 de setembro de 1999
Por Angela Bittencourt 
São Paulo, 9 (AE) - Apesar do receio de que a inflação ao consumidor pode estar apenas reprimida, o mercado respeita a convicção do governo que está jogando muitas fichas na perspectiva de reaquecimento da atividade econômica. Numa exemplar demonstração de que a opção pelo crescimento foi feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o Banco Central anunciou ontem (8) um corte na alíquota de recolhimento compulsório sobre depósitos a vista do sistema bancário de 75% para 65%.
O diretor de Política Monetária e Cambial, Luiz Fernando Figueiredo, explicou que esta redução viabilizará a injeção de R$ 3 bilhões na economia, devendo produzir impacto sobre o custo do crédito aos tomadores finais. O mercado concorda com a avaliação do diretor do BC e, ontem à noite, comentava sobre o interesse de grandes bancos em ampliar a oferta de crédito - e reduzir seu custo - buscando remuneração para esses recursos provenientes de depósitos a vista que, para as instituições financeiras, tem custo zero.
A liberação de recursos do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista é bem diferente da liberação de recursos do compulsório sobre depósitos a prazo, depositados no Banco Central em títulos públicos federais e liberados da mesma forma. Compulsório sobre depósito à vista retorna aos bancos em moeda em espécie; compulsório sobre depósito a prazo retorna em títulos que precisam de compradores finais para serem transformados em moeda.


