BC paraguaio acha que reativação da economia duplicará dívida externa
Assunção, 15 (AE-ANSA) - Funcionários do Banco Central do Paraguai informaram nesta quinta-feira (15) que o plano de reativação da economia, proposto na terça-feira pelo presidente Luis Angel González Macchi, vai duplicar a dívida externa do país, atualmente em US$ 1,6 bilhão.
O projeto de González Macchi prevê injeção de US$ 1,7 bilhão, fruto de empréstimos internacionais obtidos pela administração anterior do ex-presidente Raúl Cubas.
Os principais credores do Paraguai - com 46% do total da dívida - são o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Porta-vozes do BC advertiram que é preciso ordenar o fluxo dos créditos de tal sorte que os reembolsos não tenham de ser tão pesados a ponto de afetar os tipos de câmbio nas transações financeiras.
Reconciliação - Gerardo Le Chevallier, diretor para a América Latina e Caribe do Instituto Democrático dos EUA (NDI) disse hoje num seminário em Washington que o Paraguai precisa de uma "reconciliação para conseguir uma paz duradoura". Para ele, talvez seja preferível deixar para o ano 2000 propostas de novas eleições presidenciais.
Le Chevallier coincidiu com o presidente González Macchi, segundo o qual "não é o momento para os paraguaios pensarem em vingança". Le Chevalier chegou de Assunção recentemente. Ele acredita que o novo movimento "Jovens pela Democracia", força chave na pressão que derrubou o presidente Cubas, "deve ajudar a modernizar as estruturas dos partidos políticos".





