BC não é uma caixa preta, diz Malan
Brasília, 10 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, negou que o Banco Central, assim como empresas estatais, instituições e poderes da República sejam uma caixa preta, como chegaram a afirmar alguns parlamentares que integram a CPI do Sistema Financeiro no Senado. "O que não quer dizer que existe uma total e absoluta transparência em tempo real, on-line, sobre tudo que acontece em cada uma dessas empresas ou instituições", observou o ministro. "Eu acho que o importante aqui é a busca de transparência e de mecanismos conhecidos de todos", afirmou. Pedro Malan voltou a destacar que o grande papel da CPI será , além da investigação e encaminhamento das conclusões ao Ministério Público e à Justiça Federal, a fase propositiva de mudanças, na legislação e nos procedimentos do BC para evitar operações questionáveis.
"Estou confiante que chegaremos nessa fase", acrescentou o ministro, lembrando que o Banco Central já vem adotando medidas na direção de evitar certos tipos de operações. "Eu acho que a tendência claramente é essa e estou confiante na capacidade de um trabalho construtivo entre o Executivo e o Legislativo nessa área".
O ministro admitiu que a desvalorização cambial não foi feita nas circunstâncias ideais para evitar surpresas ao mercado e ajudas de última hora. "Não foram as circunstâncias ideais; um planejamento cuidadoso e cauteloso que permitisse com grande antecipação decidir o melhor curso de ação e mapear todas as possíveis implicações. Essa decisão foi tomada e a flutuação (cambial) foi forçada em circunstâncias peculiares, tanto na dimensão interna, de política interna e econômica, quanto na dimensão internacional", afirmou o ministro.





