Bra­sí­lia - A des­pei­to do au­men­to do gas­to pú­bli­co e da re­to­ma­da ­mais for­te da ati­vi­da­de, o BC man­tém uma ava­lia­ção tran­qui­la so­bre a evo­lu­ção da in­fla­ção em 2010 e, por is­so, man­te­ve o ju­ro em 8,75% em de­ci­são es­pe­ra­da am­pla­men­te pe­lo mer­ca­do fi­nan­cei­ro. Na au­to­ri­da­de mo­ne­tá­ria, pre­va­le­ce o en­ten­di­men­to de que ain­da há ocio­si­da­de na eco­no­mia e que, mes­mo com a re­cu­pe­ra­ção da eco­no­mia, os pre­ços não de­vem so­frer pres­são re­le­van­te por en­quan­to.
   ‘‘Acre­di­to que o ­grau de ocio­si­da­de só vai di­mi­nuir con­sis­ten­te­men­te na me­ta­de de 2010. Até lá, não ve­jo pres­são ­inflacionária’’, diz o eco­no­mis­ta-che­fe do ­HSBC Bra­sil, An­dré ­Loes, que acer­tou a de­ci­são ao Co­pom ao pre­ver es­ta­bi­li­da­de do ju­ro com pla­car unâ­ni­me. Pa­ra ele, a gran­de ques­tão da po­lí­ti­ca mo­ne­tá­ria diz res­pei­to ao iní­cio do aper­to mo­ne­tá­rio es­pe­ra­do pa­ra 2010.
  Al­guns eco­no­mis­tas pre­veem que a Se­lic po­de­ria co­me­çar a su­bir já no iní­cio do pró­xi­mo ano. Ou­tros, co­mo o eco­no­mis­ta-che­fe do ­HSBC, apos­tam que o aper­to de­ve co­me­çar em mea­dos do pró­xi­mo ano. O iní­cio da su­bi­da dos ju­ros de­ve ser uma de­ci­são pau­ta­da por ­dois fa­to­res: as elei­ções pre­si­den­ciais e a pre­vi­são de tro­ca na di­re­to­ria do BC.

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