BC já admite adiar o leilão do Banespa
BC já admite adiar o leilão do Banespa9/Mar, 17:51 Por Vânia Cristino e Gustavo Freire Brasília, 09 (AE) - A demora do Tribunal Regional Federal (TRF) em decidir sobre a cassação ou não da liminar que suspendeu o processo de privatização do Banespa poderá, realmente, comprometer o cronograma original para a venda do banco. "Está ficando difícil cumprir todos os prazos e fazer o leilão em 16 de maio", admitiu uma fonte da área técnica do governo. A expectativa do Banco Central era que houvesse uma resposta rápida para o recurso por parte do presidente do TRF, Plauto Ribeiro. A assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal informou, no entanto, que não há qualquer previsão para a decisão do juiz. O TRF ainda não recebeu resposta à consulta feita ao Ministério Público sobre a liminar concedida pela juíza da 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília, Rosimayre Gonçalves de Carvalho. De acordo com a assessoria de imprensa do TRF o prazo para a resposta do Ministério Público é, em geral, cinco dias úteis, mas pode atrasar. O presidente do TRF, por sua vez, também não tem prazo para analisar o recurso do BC. O tempo, nesse caso, trabalha contra o Banco Central, que poderá ser obrigado a refazer todo o cronograma de venda do Banespa. A possibilidade de adiamento do leilão já tinha sido admitida, ainda que veladamente, na semana passada, pelo diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais do BC, Carlos Eduardo de Freitas. Primeiro ele chamou a atenção para o fato que de o Banco Central tentaria remanejar os prazos previstos no edital de pré-qualificação para garantir a realização do leilão do Banespa na data marcada. Ele alertou, no entanto, que esse remanejamento só poderia ser feito dependendo do tempo que a Justiça levasse para tomar uma decisão. O processo de privatização do Banespa, que parecia tranquilo até a publicação do pré-edital, começou a complicar. Primeiro veio a ação movida pelos procuradores, que obtiveram na justiça federal de primeira instância a liminar suspendendo o processo de privatização. Na segunda-feira a Advocacia Geral da União (AGU) entrou com representação contra o procurador da república, Luiz Francisco de Souza, um dos responsáveis pela ação contra a venda do banco. A AGU alegou que o procurador estava adotando uma postura "político-ideológica" no caso, com o objetivo de coagir o juiz Plauto Ribeiro, presidente do TRF, que vai julgar a questão. Segundo a AGU o procurador incitou a população e deputados paulistas a protestar contra a privatização do Banespa em dezenas de mensagens e abaixo-assinados enviados ao juiz.





