Rio, 26 (AE) - O presidente do Banco Central, Arminio Fraga, admitiu hoje que o BC investiga as retiradas dos proprietários do Banco Marka antes da desvalorização cambial, que provocaram uma situação de insolvência do banco e obrigaram a uma injeção de recursos do próprio BC para recompor prejuízos de seus fundos de investimento.
"O Banco Central fica sempre atento a qualquer coisa que aconteça no mercado, mas não está claro ainda o que houve, quem é o culpado e quem não é culpado e também se houve algo de errado", disse Fraga em entrevista coletiva. "O que não podemos fazer, até porque o sistema financeiro depende de confiança, é prejulgar e condenar."
Fraga não quis divulgar quanto o Marka recebeu de ajuda do Banco Central. Por uma questão de sigilo bancário, ele disse que só responderia a essa questão se houvesse uma interpelação judicial.
Ao ser questionado sobre a origem dos recursos que foram entregues para ajudar o Marka, Fraga sugeriu que são recursos públicos. "Sai do mesmo lugar que saiu dinheiro do Proer. Do meu bolso, do seu...", afirmou.
Já o ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse que a intenção de ajudar o banco foi tomada no âmbito da direção do BC. Ainda sobre a mesma questão, Fraga repeliu qualquer suspeita contra o ex-presidente do BC Francisco Lopes por este ser sócio da Macrométrica, empresa de consultoria que tinha entre seus clientes o Banco Marka.

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