BC exige compulsório e restringe importação da Argentina
anunciou hoje uma medida que restringe as importações da Argentina, feitas com amparo do Convênio de Crédito Recíproco (CCR). A partir do dia 3 de janeiro será necessário recolher um compulsório para operações de importações de valor igual ou superior a US$ 100 mil. De acordo com Aguiar, essa medida é uma resposta à decisão do BC da Argentina de adotar, desde novembro último, a mesma restrição às importações do Brasil e dos demais países que fazem parte do convênio. Esse compulsório terá de ser em espécie, sem remuneração, e será equivalente ao valor integral da importação. O CCR é um convênio que garante as operações comerciais feitas entre os países da Amércia do Sul, México e República Dominicana. O chefe do Derin disse ainda não ter condições de avaliar se as operações que eram feitas ao amparo do CCR poderão ser realizadas em mercado. "Ainda não tive tempo de fazer essa avaliação em relação às importações que fazemos para a Argentina", disse ele. De qualquer forma, ele informou que a média diária dessas operações com a Argentina era de US$ 1,310 milhão. Depois de entrar em vigor a restrição imposta pelo BC argentino, esse valor caiu para US$ 903 mil. O responsável pela área de Promoção de Exportação do Itamaraty, ministro Roberto Jaguaribe, disse que o Itamaraty não foi consultado sobre a medida adotada pelo BC. Jaguaribe confirmou que o CCR é um instrumento facilitador de comércio, cuja restrição implica em impacto nas exportações. Ele afirmou, porém, que a decisão do Banco Central da Argentina não foi interpretada pela diplomacia brasileira como uma medida restritiva ao comércio. "As operações CCR não fazem parte das operações correntes dos Bancos Centrais, mas como são as instituições que mais tem conhecimento sobre o mercado financeiro, são as mais adequadas para avalizar esses créditos"
disse. Ele garantiu que não havia nenhuma intenção de retaliar a Argentina pela suspensão do CCR para operações acima de US$ 100 mil. "Esta medida não pode ser tomada bilateralmente e a Argentina adotou para todos os países não só para o Brasil", disse. Cada país tem um limite de operação de crédito de importação pré-determinado, a CCR garante o pagamento de saldos de operações comerciais que ultrapassem esse limite. Esse valor a mais recebe garantias de instituições de crédito, caso a instituição não salde a dívida, os Bancos Centrais que fazem parte do acordo arcam com o débito.Por Gustavo Freire e Cláudia Dianni Brasília, 15 (AE) - O chefe do Departamento de Dívida Externa e Relações Internacionais do Banco Central, José Linaldo de Aguiar





