Brasília, 20 (AE) - O Banco Central autorizou hoje a instalação de novas administradoras de consórcios. A autorização para a criação de novas empresas do ramo estava suspensa desde outubro de 1994. Segundo o chefe do departamento de Normas do Banco Central (Denor), Carlos Eduardo Sampaio Lofrano, a abertura de novas empresas continua sujeita ao cumprimento de várias exigências do Banco Central, como por exemplo, capacidade patrimonial e atendimento aos limites mínimos de capital.
De acordo com Lofrano, a decisão do BC se deu a partir da constatação de que o setor está mais estruturado devido, principalmente, às exigências impostas. "Os consórcios cumprem normas bastante semelhantes às das instituições financeiras", disse. Ele lembrou que, durante todos estes anos, o BC tratou de aperfeiçoar o sistema de controle sobre os consórcios e, por isso, não se justificaria mais a proibição para a instalação de novas empresas.
Pelos dados do BC de dezembro de 1994 até hoje, 80 administradoras de consórcios fecharam as portas, a maioria delas após liquidação judicial. O número de empresas, em 1994, era de 490. Agora são 410. Para abrir uma administradora de consórcio o interessado deverá comprovar a sua idoneidade junto ao BC, demonstrar capacidade patrimonial e atender as exigências de capital mínimo, que é de R$ 470 mil no caso de consórcio de imóveis e de R$ 180 mil para as demais atividades.
O Banco Central também decidiu hoje mudar os procedimentos para a concessão de autorização para a instalação, no País, de escritórios de representação de instituições financeiras sediadas no exterior. A permissão deixou de ser limitada a seis escritórios por instituição.
Agora os bancos estrangeiros poderão solicitar quantas representações quiserem, desde que cumpridas as exigências listadas pelo BC na circular 2943. Outra modificação é que o próprio BC solicitará à autoridade monetária do país de origem da instituição, informações sobre ela. Antes era o próprio banco estrangeiro que fornecia as informações ao BC.

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