Brasília, 26 (AE) - O Banco do Brasil (BB) negou hoje que o ministro do Orçamento e Gestão, Pedro Parente, tenha assinado a carta de fiança concedida pela instituição ao Banco Opportunity. Em nota oficial, o BB esclareceu que a concessão da carta de fiança ao Opportunity, assim como a diversos outros grupos que participaram do processo de privatização da empresa Telecomunicações Brasileiras (Telebrás), foram feitas estritamente dentro das normas do banco para essas operações.
"Em nenhum momento, as decisões foram tomadas em decorrência de pressão de qualquer natureza", frisou o BB na nota. Segundo o banco, a operação de fiança ao Opportunity foi proposta pela agência, aprovado pela Superintendência Estadual do Rio e pela diretoria do BB. O assunto subiu até o Conselho de Administração, na época, presidido por Parente, onde foi aprovado por unanimidade.
O BB explicou que o fato de o assunto ter sido submetido à consideração do Conselho de Administração decorreu "de rigoroso cumprimento das normas para operações da espécie", uma vez que, no caso específico, a alçada da direção do BB não era suficiente para a aprovação da operação. Em outras palavras, segundo um técnico do banco, a carta de fiança envolvia muito dinheiro e era preciso que uma instância superior aprovasse operação.
Segundo o BB, as fianças concedidas enquadravam-se dentro da estratégia de atuação do banco no setor de telecomunicações. O BB considerou o potencial de negócios e a excelente oportunidade de alavancagem da parceria com as empresas, mediante a venda de produtos e serviços do banco.
De acordo com a nota do BB, as fianças geraram substancial receita ao banco e nenhuma delas teve de ser honrada pela instituição.

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