Porto Alegre, 5 (AE) - O Banco do Brasil já liberou R$ 2 5 milhões para o custeio da lavoura de trigo deste ano no Rio Grande do Sul. O valor ainda é pequeno, pois a maior parte dos financiamentos é contratada em maio e junho, mas já supera em mais de oito vezes os recursos repassados no mesmo período do ano passado, que somaram R$ 300 mil, informou hoje a Superintendência Estadual do BB.
No ano passado, quando o Rio Grande do Sul colheu 516,6 mil toneladas de trigo em 387 mil hectares plantados, o banco havia liberado um total de R$ 22,6 milhões para o custeio do produto.
Para 1999, existem sementes disponíveis para cultivar de 500 mil a 550 mil hectares, calcula o assessor econômico da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (Fecoagro), Tarcísio Minetto.
De acordo com ele, porém, os produtores ainda estão inseguros em relação à cultura porque, embora a cotação do produto tenha aumentado com a desvalorização do real, o preço mínimo foi fixado pelo governo em R$ 185,00 a tonelada, abaixo dos R$ 200,00 reivindicados pela Fecoagro.
Segundo Minetto, 35% dos custos da lavoura correspondem a insumos sensíveis à variação cambial, o que aumenta a preocupação dos agricultores.

mockup