BB faz provisão de R$ 73 mi para ressarcir 315 mil cotistas de fundos
BB faz provisão de R$ 73 mi para ressarcir 315 mil cotistas de fundos17/Mar, 17:54 Brasília, 17 (AE) - O presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, informou que o conselho de administração da instituição aprovou hoje a realização de uma provisão de R$ 73 milhões para ressarcir cerca de 315 mil cotistas de fundos de investimento de curto prazo administrados pelo próprio banco. Segundo Zaghen, o ressarcimento se fez necessário devido a uma operação de venda e compra de títulos feita entre fundos de investimentos do próprio banco no primeiro trimestre do ano passado a preços fora de mercado. A operação, segundo Zaghen, visou a reverter parte da perda que esses fundos teriam com a desvalorização cambial ocorrida naquele período. Ele informou, ainda, que cerca de 95% dos cotistas vão receber no máximo R$ 50 cada um e o pagamento deverá ocorrer no próximo mês. Ele também informou que está informando ao Banco Central sobre a decisão e também sobre as irregularidades ocorridas na administração de seus fundos de investimentos. Segundo Zaghen, muitos desses fundos não obedeciam na época às normas do Banco Central. Ele também explicou que a solução encontrada, de se devolver dinheiro aos aplicadores, foi necessária por haver uma impossibilidade jurídica de se cobrar dos investidores que lucraram na operação os recursos perdidos por outros aplicadores dos fundo do Banco do Brasil. As provisões sobre créditos de liquidação duvidosa feitas pelo Banco do Brasil aumentaram 10,4% no ano passado e chegaram a R$ 5,8 bilhões. O diretor de controle e relações com os investidores do BB, Antonio Luis Rios da Silva, explicou que o aumento foi provocado por uma provisão de aproximadamente R$ 2,3 bilhões que o BB fez sobre operações de crédito vencidas mas ainda não ajuizadas. Ele lembrou que este valor equivale apenas ao encargo financeiro que incidiu sobre estas operações de crédito. Segundo Rios da Silva, o BB também realizou uma provisão de R$ 1,7 bilhão em função de operações de crédito rural, que não foram contempladas no processo de securitização da dívida rural. O diretor do BB também ressaltou que foi feita uma provisão adicional de R$ 700 milhões por causa da mudança no sistema de classificação das operações de crédito promovida pelo Banco Central.





