BB e Caixa ficam fora da greve
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quarta-feira, 05 de outubro de 2005
Reportagem Local 
Em assembléia do Sindicato dos Bancários de Londrina, a categoria decidiu impedir o acesso dos clientes aos bancos privados durante a greve geral que começa hoje. Realizada no início da noite de ontem no auditório da Associação Comercial e Industrial (Acil), a assembléia contou com a presença de aproximadamente 350 trabalhadores. Hoje, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal não vão aderir ao movimento, mas podem participar nos próximos dias.
Segundo Paulo Lima, diretor do Sindicato dos Bancários, a entidade vai realizar uma avaliação jurídica para decidir sobre a paralisação ou não dos caixas eletrônicos. ''A proposta dos banqueiros, de 4% de reajuste, abaixo dos índices inflacionários, é inaceitável'', disse Lima, logo após o término da assembléia, às 21 horas de ontem. ''Vamos direcionar nossos esforços para parar os bancos privados em Londrina'', reforçou.
O chefe do Procon (órgão de defesa do consumidor) em Londrina, Gerson da Silva, frisou que irá exigir dos bancos que ofereçam meios alternativos aos clientes que precisarem pagar contas. ''Ou então que os cidadãos possam pagar suas contas sem multas e juros após o prazo estabelecido. Nesse caso, o banco é que terá de arcar com o prejuízo'', destacou. Como meios alternativos, Silva citou a internet, o banco postal oferecido pelo Bradesco e as lotéricas, no caso da Caixa Econômica Federal (CEF).
Nacional - Os bancários vão entrar em greve a partir de hoje para pressionar por um maior reajuste salarial e esperam forte adesão de trabalhadores de diversos Estados de todo o País. No último dia 28, a categoria fez uma paralisação de advertência que, segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), fechou apenas 3% das agências bancárias.
O secretário de imprensa da Confederação Nacional dos Bancários (CNB, ligada à Central Única dos Trabalhadores - CUT), Miguel Pereira, disse, entretanto, que a paralisação que terá início hoje tem sido bem mais divulgada pelos sindicatos e que espera uma adesão ''bem maior''.
Ele também afirmou que, em número de trabalhadores parados, a greve de 24 horas do último dia 28 foi bem mais representativa e que houve paralisações em 19 Estados e no Distrito Federal.
O sindicalista reclamou ainda da pressão dos banqueiros sobre o movimento grevista. Em algumas manifestações e assembléias realizadas, a Polícia Militar chegou a reprimir trabalhadores. Além disso, a Justiça tem garantido a entrada dos bancários que querem trabalhar nas agências.
''A intenção é intimidar o sindicato, isso é contra a Lei de Greve. Eles estão cometendo excessos, mas quanto mais eles fazem isso, mais correm o risco do tiro sair pela culatra. Os bancários vêem os lucros extraordinários dos bancos e não aguentam mais metas, tarifas e filas'', afirmou.
Nas últimas semanas, a Fenaban tem informado que não aceita a proposta inicial apresentada pelos trabalhadores e que espera uma nova oferta para voltar a negociar. (Colaborou Folhapress)


