BB divulga nota sobre processo de privatização das teles
Brasília, 26 (AE) - O Banco do Brasil divulgou hoje nota oficial sobre sua participação no consórcio do Banco Opportunity
que participou do leilão da Telebrás, em julho do ano passado.
Eis a íntegra da nota: "A propósito de matérias veiculadas hoje na imprensa a respeito de suposto favorecimento a empresas no processo de privatização do setor de telecomunicações, o Banco do Brasil esclarece: a)o Banco do Brasil, no âmbito de sua atividade comercial, tem concedido Cartas de Fiança a diversas empresas que concorrem em leilões de privatização, sempre com estrita observância das normas para operações dessa naturesa; b) a concessão de fiança ao banco Opportunity foi autorizada no mesmo processo em que foram prestadas cartas de fiança a outras empresas, inclusive integrantes de grupos concorrentes; c) o então Presidente do CA, Pedro Parente, não assinou a carta de fiança concedida pelo BB ao Banco Opportunity, nem a qualquer outra instituição, por não ser de sua competência, e sim da área operacional do Banco, previamente autorizada; d) o estudo da operação foi proposto pela agência, aprovado pela Superintendência Estadual do Rio de Janeiro e pela Diretoria do BB. Após ter sido colhida a concordância de todos os demais conselheiros, o documento foi aprovado pelo presidente do CA, dentro de sua competência. A decisão foi formalmente confirmada, por unanimidade, na primeira reunião seguinte do CA, realizada em 3.8,98; e)assim, o fato de o assunto ter sido submetido à consideração do Conselho de Administração (CA) do Banco do Brasil decorreu exclusivamente de rigoroso cumprimento das normas para operações da espécie, uma vez que, no caso específico, a alçada da direção do BB não era suficiente para a aprovação da operação; f) as fianças foram concedidas por se inserirem na estratégia de atuação do Banco no setor de telecomunicações, e à vista do potencial de negócios e da excelente oportunidade de alavancagem da parceria com as empresas a serem eventualmente adquiridas pelos proponentes, mediante a venda de produtos e serviços do Banco, com já havia sido demonstrado em exitosas emissões de cartas de fiança para outros processos de privatização. Em nenhum momento as decisões foram tomadas em decorrência de pressão de qualquer natureza; g) essas fianças geraram substancial receita ao Banco e nenhuma delças teve que ser honrada pelo Banco do Brasil", encerra a nota.





