BB anuncia nova redução das taxas de juros
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terça-feira, 19 de outubro de 1999
Por Vânia Cristino 
Brasília, 20 (AE) - O presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen, anunciou hoje nova redução nas taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas. Trata-se da segunda redução aprovada pela diretoria do banco em pouco mais de um mês. A queda, segundo Zaghen, é consequência das medidas divulgadas na semana passada pelo governo, com destaque para a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e compulsório sobre depósitos a prazo. As novas taxas entrarão em vigor no próximo dia 25.
A taxa do cheque ouro para pessoas físicas, por exemplo, que variava de 3,85% a 8,90% ao mês, ficará entre 3,85% e 8,50%. A taxa do cheque ouro empresarial, para empresas com folha de pagamento no banco, cairá de 8,70% para 7,50% ao mês. Os juros do cartão de crédito cairão de 8,90% para 8,50% no crédito rotativo e de 5,60% para 5,10% no crédito parcelado. A taxa do crédito direto ao consumidor cheque veículo passará de 3% para 2 70% e a do crédito direto ao consumidor veículo próprio de 4,50% para 3,3%.
Zaghen reconheceu que a queda é pequena. "É o que podemos fazer no momento", disse. Ele explicou que a diminuição deve-se, basicamente, à queda do IOF, uma vez que muitas das medidas anunciadas pelo governo ainda não foram implementadas. "Ainda não computamos todo o impacto das medidas", frisou citando, especificamente, o novo instrumento para a execução rápida de garantias, que é a cédula de crédito bancário.
Na opinião de Zaghen o importante, no momento, não é o percentual da queda, mas sim a tendência, que é de redução dos juros ao longo do tempo. "Estamos no início de um movimento contínuo", disse. Ele explicou que, na medida que os juros caem
a inadimplência também diminui, o que, por sua vez, levará a nova redução da taxa. Também é importante, segundo Zaghen, que o agente financeiro saiba que, no caso de inadimplência, tem como executar rapidamente as garantias e recuperar o dinheiro emprestado.
O presidente do BB explicou que as novas taxas variarão em função do nível de relacionamento do cliente com o banco, ou seja, quanto mais o cliente fizer negócios com o Banco do Brasil
como por exemplo aplicação em poupança ou fundos, mais vantagens terá. Zaghen ainda destacou o empréstimo para capital de giro dentro do programa de apoio à pequena e microempresa. A taxa de 4,45% ao mês será substituída por 4,15%. O BB já atendeu 122 mil empresas, com liberação de crédito da ordem de R$ 1,2 bilhão.


