São Paulo, 27 (AE) - O grupo Bayer acaba de concluir investimentos na área farmacêutica da ordem de US$ 25 milhões, num período de 2 anos e meio. Hoje foi a inauguração oficial das novas instalações na planta de São Paulo. As novas tecnologias adotadas, bem como equipamentos adquiridos, capacitam a empresa a duplicar sua produção anual, segundo Helge K. Reimelt, presidente da Bayer S.A. O faturamento da área farmacêutica da Bayer no Brasil será da ordem de US$ 60 milhões este ano, com uma previsão de crescimento entre 5% e 8% para o próximo ano.
O destaque de aumento de faturamento deve vir das exportações, estima a empresa, que este ano vai embarcar o equivalente a US$ 5 milhões, valor que vai dobrar no próximo ano
com crescimento de vendas concentrado especialmente nos países do Mercosul e Chile. É objetivo da Bayer concentrar sua produção farmacêutica em fábricas estrategicamente localizadas em todo o mundo, criando pólos que atendam ao mercado local e também ao regional, explica o presidente da empresa. Os investimentos permitiram a abertura de mais 50 vagas na área farmacêutica, além da manutenção de 113 empregos já existentes.
Os novos investimentos também estão permitindo que a empresa substitua a importação de produtos prontos por importação de matérias-primas, aumentando o valor agregado no produto final pela fábrica no Brasil, como é o caso de Aspirina Buffered, Lipobay (redutor de colesterol) e Glucobay (antidiabético). Nos próximos meses esta planta também estará produzindo a Aspirina Prevent no Brasil, a partir de matérias-primas importadas, substituindo a importação deste produto acabado da Bayer argentina. O antibiótico para vias respiratórias, Avalox, também estará sendo produzido no Brasil, tão logo sejam obtidas as licenças legais.
O volume anual de importações de matérias-primas da área farmacêutica da Bayer é da ordem de US$ 20 milhões. A expectativa é que os novos investimentos permitam reduzir este volume de importações entre 15% e 20% já no próximo ano, com tendência a percentuais mais elevados nos anos subsequentes, segundo Javier Cantarelli, diretor de Produtos Farmacêuticos.
Com as mudanças tecnológicas, a área de farmacêuticos da Bayer no Brasil está equiparada às plantas mais modernas em todo o mundo, cumprindo os padrões da norma internacional de GMP (Good Manufacturing Practices), e com nível de pureza e higiene superior ao exigido pela Organização Mundial de Saúde, garantem os executivos da empresa. Segundo Klaus Behrendt, diretor da Bayer para a área farmacêutica para a Europa e Overseas, o objetivo do grupo é equiparar o padrão técnico de suas instalações em todo o mundo.
O grupo Bayer estará investindo no Brasil recursos da ordem de US$ 50 milhões neste e no próximo ano, especialmente na área de poliuretano, em Belford Roxo (RJ), na reforma de instalações dos escritórios de São Paulo e também na área de polímeros, em Camaçari (BA). Segundo Helge Reimelt, as oscilações do câmbio causam alguns problemas, mas não alteram a disposição da empresa em investir no Brasil porque seu horizonte é de longo prazo, com retornos estimados entre 5 e 10 anos. "A Bayer sempre considerou o Brasil um país promissor, que oferece muitas oportunidades", conclui Klaus Behrendt.
José Aníbal Paulo Pontes, secretário da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, esteve também na cerimônia de inauguração da planta. Ele disse que São Paulo é um centro de produção para atender aos países da América do Sul, em muitas áreas, a exemplo do feito pela Bayer. Na sua avaliação, todos os países estão sujeitos a ciclos econômicos, e não somente o Brasil. "Temos que nos posicionar em relação à globalização como todos os demais países no mundo. O Brasil tem um grau de desenvolvimento muito expressivo", diz o secretário. Ele lembrou que a secretaria estadual tem hoje mais dinheiro que o ministério para investir em pesquisa e ensino superior, e que a política da secretaria é formar profissionais e estimular tecnologias que possam ser incorporadas em produtos e processos produtivos.

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