Curitiba - Além dos traumas causados às vítimas e aos familiares, os acidentes nas rodovias federais brasileiras acarretaram em um alto custo monetário, de R$ 12,3 bilhões somente em 2014. Deste valor, 64,7% foi gasto com os feridos e mortos – em cuidados na área de saúde e compensação de perda de produção, – e 34,7% com os veículos, o que inclui danos materiais, recuperação de cargas e procedimentos de remoção.
O Ipea estima que as colisões em rodovias estaduais e municipais no ano passado tenham custado entre R$ 24,8 bilhões e R$ 30,5 bilhões. Em termos globais, as batidas representam um dispêndio de R$ 40 bilhões por ano. Em seus cálculos, o órgão desenvolveu uma metodologia em conjunto com a Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). "É um problema de saúde pública", resumiu o pesquisador. Ele defende que o combate aos acidentes englobe a educação para o trânsito, a estruturação dos órgãos de fiscalização, com inteligência e maior efetivo, e a melhoria da infraestrutura viária. (M.F.R.)

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