A falta de locais adequados para pouso do helicóptero do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas em Londrina limita os atendimentos na região. A dificuldade foi exposta durante o aniversário de quatro anos da Base Norte criada em Londrina. A cerimônia contou com a presença do governador Beto Richa e demais autoridades do setor de segurança pública do Estado. De acordo com o comandante da Base Norte, major Julio César Pucci, as operações só podem ser realizadas durante 12 horas por dia, "do nascer ao pôr do sol".
"Nossa ideia é criar helipontos em cidades estratégicas da região, homologados pela Anac [Agência Nacional de Avião Civil] e iluminados. Por mais que as ocorrências não aconteçam naquela cidade, mas podem acontecer no entorno. Isso já evitaria o deslocamento de uma ambulância até Londrina e a gente ganharia tempo. […] Quando há uma vida em jogo, qualquer minuto é fundamental", defendeu.
Nos quatro anos de operações em Londrina, o efetivo atendeu mais de 700 ocorrências policiais e mais de 600 ligadas ao Corpo de Bombeiros. O número de vítimas transportadas também ultrapassa 600. "Mais de 100 recém-nascidos prematuros que nascem em cidades sem estrutura também foram atendidos", destacou o major.
O batalhão, que completou seis anos no Paraná, possui três helicópteros. Um deles fica em Londrina, outro em Curitiba e outra aeronave é utilizada apenas quando uma das outras duas está em manutenção. O governador Beto Richa ressaltou que pretende ampliar as bases do batalhão para que os atendimentos possam ser estendidos às demais regiões do Estado. "Temos um grupamento para atendimento na área da saúde na região de Cascavel, um em Curitiba e vamos lançar também um helicóptero na área da saúde para a cidade de Maringá. E até o final do ano ou até janeiro mais um helicóptero será destinado para a cidade de Londrina", prometeu o governador.(V.C.)

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