Batalha de anúncios sobre visita papal
Tel Aviv, 20 (AE-ANSA) - Um dia antes da chegada do papa João Paulo Segundo a Israel, trava-se através da imprensa do país uma batalha verbal sobre o significado da visita, destacada em vistosos anúncios patrocinados por distintos setores da opinião pública.
De um lado, algumas entidades consideram a visita "histórica". Como a Liga contra a Difamação, que ocupa páginas inteiras dos jornais para mostrar a evolução, nos últimos 20 anos, do pensamento de Karol Wojtila sobre Israel e o povo judeu e culmina citando o "mea culpa" papal da semana passada.
Outras páginas são ocupadas por anúncios dos ultranacionalistas, como o movimento Zu Arzenu, que usa uma página em cores do jornal Haaretz para mostrar quadrinhos críticos à Igreja católica. O último deles retrata Sua Santidade abraçando o presidente palestino Yasser Arafat em Jerusalém e sua legenda descreve "o pacto entre o cristianismo e o Islã", em prejuízo do judaísmo.
Enquanto a Liga elogia a boa vontade papal, os ultranacionalistas abrem sua revisão pessimista da história judaica com a destruição do Templo de Jerusalém pelas legiões romanas há 1930 anos, passa pela Cruzadas e a Inquisição e chega ao nazismo. Segundo eles, o Holocausto não teria ocorrido "se não tivesse sido precedido por séculos de anti-semitismo insuflado pela Igreja".





