São Paulo, 13 (AE) - Ação conjunta entre as polícias Militar e Civil e a Guarda Municipal no patrulhamento dos bairros de Engenho Novo e de Aldeia - os mais problemáticos do município de Barueri - foi uma das decisões aprovadas na reunião de hoje convocada pelo prefeito Gil Arantes (PFL) para reduzir os índices de violência na cidade. Também será criado um Disque-denúncia.
Alarmado com os últimos acontecimentos violentos no município, inclusive com a morte de dois irmãos no fim de semana no bairro de Engenho Novo, Arantes decidiu reunir representantes das policiais Militar e Civil, da Guarda Municipal, do Judiciário, da Promotoria Pública, da OAB, das quatro unidades do Exército sediadas no município, da Câmara de Vereadores, dos Conselhos Comunitários de Segurança e de organizações da sociedade civil. O encontrou durou três horas.
"Barueri não podia ficar inerte frente à onda de violência que intranquiliza a população", disse o prefeito. Nesse sentido
ficou decidido que ele irá "exigir providências" do secretário de Segurança Pública no combate a criminalidade.
Arantes lembrou que o contingente da Polícia Militar no município é de 110 soldados, "boa parte trabalhando em serviços burocráticos", e que apenas quatro carros da PM fazem o patrulhamento no período noturno de uma cidade com 200 mil habitantes. A Polícia Civil possui 15 investigadores. A Guarda Municipal 365 guardas e 50 carros, mas a sua ação é restrita pela lei.
Será solicitado ao comando do Exército autorização para que os integrantes do 20.º Grupo de Artilharia de Campanha Leve, do 22.º Batalhão Logístico Leve, do 22.º Depósito de Suprimentos (armas) e do Arsenal de Guerra de São Paulo possam dar apoio e treinamento aos guardas municipais.
Além disso, caso a Delegacia de Ensino da cidade achar necessário, poderá pedir a realização de rondas policiais no entorno das escolas estaduais no período para "reprimir a ação de traficantes".

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