Barros volta a criticar política econômica
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domingo, 08 de agosto de 1999
Por Carla Franco e José Ramos 
São Paulo, 09 (AE) - O ex-ministro das Comunicações e vice-presidente nacional do PSDB para Assuntos de Política Econômica, Luiz Carlos Mendonça de Barros, voltou a criticar a política econômica do governo, que, na opinião dele, exclui grande parte da população. "Este modelo de crescimento econômico tem uma força de exclusão grande", afirmou, pouco antes de participar do encontro do Diretório Estadual do PSDB em São Paulo. Barros voltou a repetir declarações feitas na sexta-feira (06), segundo as quais o presidente Fernando Henrique Cardoso deveria assumir a derrota parcial do real. "Quando eu digo que ele tem de reconhecer uma derrota parcial, é no sentido de que nós ainda temos uma etapa pela frente de consolidação das reformas e do início de uma política voltada para a produção", disse. Na opinião dele, o real cumpriu a primeira etapa, de estabilização. "A imagem da estabilização tem de ser consolidada; para isso, é preciso que se termine uma série de reformas; mais do que isso: para que o desenvolvimento venha junto com a estabilidade, outras reformas precisam ser adotadas". O líder do governo no Senado, José Roberto Arruda (PSDB-DF), afirmou há pouco que está errado também quem prevê a saída do ministro da Fazenda, Pedro Malan, por causa das críticas feitas a ele por Barros. "Cria-se uma onda errada, com custos para o País", comentou o líder, referindo-se a especulações sobre eventual saída de Malan. O senador discordou também da versão de que o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), estaria contra a política econômica. Na avaliação de Arruda, o que Magalhães defende é que
além da estabilidade econômica, haja uma política social. "Isso eu também faço, e é diferente de discordar da política econômica como um todo", disse Arruda. Segundo o líder do governo, "quem atravessou o Oceano Atlântico não pode morrer na praia". Na visão do senador tucano, o governo brasileiro deve perseverar e completar as reformas constitucionais, concluindo a reforma tributária e aprovando o projeto que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal. "A Lei de Responsabilidade Fiscal pode dar mais dinheiro do que a (reforma da) Previdência", calcula Arruda.


